Não é novidade pra ninguém que as máquinas vêm substituindo os funcionários nas linhas de produção mundo afora. Mas, de uns anos pra cá, ouvimos cada vez mais falar de inteligência artificial e suas complexas funções capazes de, não só substituir o homem, como ainda fazer mais que nós e em bem menos tempo.

A maior preocupação quando se fala nesse assunto, é o déficit entre o número de desempregados versus vagas disponíveis. No Brasil o debate ainda engatinha, mas já temos computadores fazendo trabalhos no meio jurídico, auxiliando em cirurgias e na educação, com os robôs que dão aulas, corrigem e atualizam dados dos professores de carne e osso.

Nos bancos, os clientes necessitam cada vez menos de um contato físico com as agências, já que as financeiras investiram pesado em sistemas informatizados para atendimentos digitais no caixa eletrônico, pelo computador e aplicativos para smartphone.

Nas últimas décadas muitas profissões precisaram se adaptar e investir em formações que as capacitassem a lidar com as novas tecnologias, e, ao que parece, isso vai ter que acontecer para manter a competitividade no mercado de trabalho. Como nos casos acima, em que médicos e professores estão se adequando para dividir suas mesas de cirurgia e lousas com os robôs.

Vai-se embora cada vez mais a mão de obra operária e funcional, entram em cena profissionais com propósito, preparação e visão de futuro, que podem fazer o que as máquinas ainda não são capazes. Assim não há inteligência artificial que possa substituir o homem. Pelo menos por enquanto.

Listamos 3 novos tipos de tecnologia artificial que já estão substituindo o homem pelo mundo. Fique esperto se você realiza essas funções no seu trabalho:

  1. Robô repositor no Walmart

Sabe aqueles carinhas que estão sempre repondo produtos pelos corredores do supermercado? Em mais de 50 lojas do Walmart dos Estados Unidos, não é possível vê-los com muita frequência.

Isso porque a rede está implantando robôs que escaneiam as prateleiras e ajudam a reabastecer as gôndolas quando os produtos acabam. Com cerca de 60 centímetros, eles contam com câmeras que varrem os corredores do supermercado para verificar o estoque e identificar itens perdidos ou mal colocados, além de preços incoerentes e erros de rotulagem.

Os dados são transmitidos para os funcionários, que podem verificar e arrumar as prateleiras. É…isso o robô ainda não faz, mas análises da empresa mostram que as máquinas são 50% mais produtivas do que os humanos, além de fazer o trabalho de escaneamento com maior precisão.

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Veja como o aparelho funciona neste vídeo.

  1. Secretária com o Google Duplex

O modo como se faz reservas em salões de cabeleireiro, restaurantes, agendamentos médicos, está mudando com um aparelho que a maioria de nós já temos: o celular.

O Google anunciou no ano passado o Google Duplex, uma inteligência artificial embutida no Assistente do smartphone que é capaz, por exemplo, de ligar para um restaurante e reservar uma mesa, alugar um carro numa viagem ou verificar um horário disponível para cortar os cabelos.

Além de ter uma voz comum, como se fosse uma pessoa real, o assistente é capaz de identificar as demandas pedidas na conversa e responder de uma forma que faz sentido. O sistema utiliza informações do Gmail para compreender melhor os padrões e gostos, tomando isso como base para tomar decisões e garantindo mais precisão na hora das escolhas.

É insano, dá um confere como funciona aqui.

  1. Inteligência artificial nas entrevistas de emprego 

Chamada de HRtechs, as inteligências artificiais para seleção de empregados causam certa discórdia no meio dos Recursos Humanos.

Isso porque as seleções são formadas por uma plataforma de chatbots, que faz um “match” entre o perfil das empresas e dos candidatos, com base em seus valores pessoais e organizacionais. É uma espécie de filtro no início do processo seletivo.

E é aí que mora a preocupação, já que a máquina poderia absorver preconceitos dos responsáveis por ela ou fazer escolhas com base na frequência, como o que aconteceu na Amazon.

A inteligência artificial tomou como base as contratações dos últimos dez anos e identificou o predomínio de homens. Então começou a dar notas menores a currículos das candidatas, desclassificando com base no sexo.

Identificando as universidades dos currículos, a máquina poderia ainda acabar selecionando candidatos de uma classe social mais alta, que teve uma formação mais renomada.

Por isso, especialistas defendem a supervisão desses equipamentos, o que abre espaço aos profissionais humanos da área. Fato é que os gestores de Recursos Humanos terão que se adaptar às novas tecnologias e se encaixar de outra forma na posição.

O sistema já foi utilizado por empresas como Uber, Itaú, Danone, Reuters e Oi. No Brasil, a tecnologia leva o nome de Fernanda, então, se você se deparar com ela, já sabe – está sendo julgado.  Mas quem é que não é numa entrevista de emprego?

E você, acha que a inteligência artificial pode roubar o seu emprego? Conta pra gente.

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