Se tem uma coisa que prende a nossa atenção é um belo suspense. Pode ser o programa ou texto mais bizarro do mundo, mas, se você tiver curiosidade pra saber como acabou, vai ver até o final.

Por isso os filmes de terror fazem tanto sucesso, muito embora pareça esquisito querer assistir algo e ter medo de ir no banheiro a noite. Eu sei que você sai correndo pelo corredor de olhos fechados pra não ver nada, cabrón.

Já que estamos à beira de um halloween pandêmico e já indicamos filmes de terror por aqui (aliás, aproveita pra conferir esses títulos), resolvemos trazer pra vocês alguns crimes sem resolução, teorias da conspiração e histórias mal assombradas, pra animar um pouquinho esse Dia das Bruxas.

Pegue sua lanterna, se esconda embaixo do lençol e vem passar medo com a gente com essas 3 histórias macabras que já aconteceram na vida real:

  1. Annabelle

Se você não viu o filme, com certeza sabe que se trata de uma boneca mal assombrada, igual ao Chuck – Brinquedo Assassino, que assustou gerações e deixou muita gente ressabiada com suas bonecas.

O longa da Ananabelle foi lançado em 2014 e rendeu centenas de milhões ao produtores, principalmente por se tratar de uma história baseada em fatos reais, que são um pouco diferentes do filme.

Muitos acreditam que a Annabelle original seja responsável por duas experiências de quase morte, um acidente fatal e uma série de atividades demoníacas que perduraram por quase 30 anos.

A primeira dessas histórias macabras teria acontecido em 1968 logo depois de uma mãe ter dado a boneca à sua filha Donna, uma enfermeira de 28 anos que morava com sua colega, Angie.

A boneca ficava na sala sentada com aparência alegre, mas as meninas começaram a notar que ela se movia por conta própria. Certa vez ela apareceu no quarto em cima da cama, mesmo com a porta trancada.

Depois, começaram a encontrar papeis escrito “Me Ajude” pela casa – e em papel vegetal, que elas não tinham guardados no apartamento.

A verdadeira boneca Annabelle que inspirou o filme. (Reprodução)

As coisas aconteciam de uma maneira sutil, até que o namorado de Donna, Lou, estava sozinho no lugar, quando ouviu um barulho no quarto. Ao ir averiguar, viu que não tinha ninguém, nem marcas de entrada na janela, mas viu Annabelle deitada de bruços no chão. Quando olhou pra ela, ele sentiu uma dor latejante em seu peito e ao olhar para baixo, viu marcas de garras ensanguentadas correndo por ele, desenhando a marca da besta em seu peito.  Dois dias depois a marca desapareceu sem deixar rastro.

Então o casal e amiga decidiram chamar uma médium para resolver o problema. Depois de uma sessão espírita, a médium disse que a boneca era habitada pelo espírito de uma criança chamada Annabelle, cujo corpo havia sido encontrado anos antes no local onde o prédio foi construído – e que ela só queria atenção e ser amada.

Com dó, elas decidiram permitir que o espírito habitasse o corpo da boneca, mas pouco a pouco foram se assustando ainda mais com as manifestações sobrenaturais no apartamento, então acharam por bem chamar diversos padres para desfazerem a possessão.

Para isso, retiraram a boneca da casa e colocaram em uma caixa de vidro selada no Museu Oculto, que pertence a Ed e Lorraine Warren, o casal de investigadores paranormais mais famoso do mundo. Mas logo no caminho a boneca mostrou as garras: Lorraine alegou que os freios pararam ou falharam várias vezes, o que quase resultou em um desastroso acidente. A mulher afirmou que, assim que Ed tirou a água benta de sua bolsa e jogou na boneca, o problema com os freios desapareceu.

Depois, não importa onde colocassem a caixa de vidro, ela aparecia em outro lugar. Mesmo que tivesse trancada em algum cômodo.

Os Warrens decidiram então prender Annabelle em uma caixa de vidro e madeira especialmente fabricada, sobre a qual inscreveram algumas orações. Pelo resto da vida, Ed repetia periodicamente uma prece sobre a caixa, garantindo que o espírito sinistro e a boneca permanecessem calmos e presos. Um tempo depois, um padre visitou o local e zombou das capacidades demoníacas da boneca. Indo pra casa, o clérigo relatou ter visto Anabelle no retrovisor logo antes de sofrer um acidente gravíssimo, que deu perda total no seu carro.

Hoje em dia o casal Warren já partiu pra outro plano, mas a boneca continua no Museu Oculto para exibição junto a tantos outros itens  de histórias macabras. Não há nenhuma prova da veracidade das histórias, mas Anabelle continua vivíssima nos filmes e imaginário do público.

Inclusive eu to sentindo uma presença aqui atrás de mim, e se essa matéria não chegar ao final, você já sabe…

  1. Música suicida

Ninguém pode negar que uma música é capaz de alterar completamente nosso estado de espírito. E isso pode acontecer pro bem e pro mal.

A situação pode ficar ainda mais grave quando falamos de pessoas que sofrem de depressão e com tendências suicidas. Uma música da Hungria, chamada “Gloomy Sunday” (Domingo Sombrio), foi tida como responsável por ao menos 100 suicídios ao redor do mundo – inclusive do seu próprio compositor, Rezso Seress.

As más línguas dizem que Seress levou um fora da namorada em 1933, situação que o deixou completamente depressivo. “Gloomy Sunday” seria uma forma de desabafo. Outros rumores dizem que, na verdade, a música fala da tristeza com a situação do mundo, das guerras e até mesmo de previsões apocalípticas.

Como um compositor na batalha, Seress ficou ainda mais triste porque a música emplacou somente dois anos depois, quando foi regravada por Pál Kálmar. Na época em que a música estourou, muitos suicídios aconteceram na Hungria e ao investigar, muitos estavam relacionados à música. Devido à gravidade da situação, as autoridades proibiram a reprodução da canção.

A censura só aumentou o interesse pela música e em 1936 Gloomy Sunday já tinha sido traduzida para o inglês e regravada. Em 1941, Billie Holliday regravou a musica depressiva e a BBC considerou ela triste demais pra ser tocada, mas os norteamericanos não sofreram nenhum tipo de proibição.

Desde então, a música é lembrada nos jornais sempre que acontece um caso de suicídio relacionado a canções depressivas. Como na década de 80, quando um menino se matou após ouvir “Suicide Solution”, de Ozzy Osbourne.

A repercussão acabou virando roteiro do filme alemão “Ein Lied von Liebe und Tod”, algo como “Domingo sombrio – uma música de amor e morte”, que foi lançado em 1999. O enredo é baseado em um triângulo amoroso, uma música triste demais e uma corrente de suicídios.

E o compositor da música?

Na Segunda Guerra Mundial o compositor foi capturado por nazistas e enviado a um campo de concentração, de onde ele conseguiu fugir. Depois, acabou trabalhando no circo como trapezista. Nunca mais suas músicas fizeram sucesso.

E lembra da ex-namorada? Depois de ficar famoso com a música,  Seress tentou se reconciliar com ela, mas pouco tempo depois ele ficou sabendo que a ex tomou um veneno e se matou. Ao lado do corpo estava a letra da música escrita em uma folha de papel.

Até que em 1968, Seress pulou da janela do prédio onde morava em Budapeste e rendeu mais um carma negativo sob a canção. Sobre a letra, ele declarou: “Eu chorei todas as tristezas de meu coração nessa música, e parece que outras pessoas, com sentimentos como os meus, encontraram sua própria dor”.

Obs. Não colocamos a letra aqui pra não causar gatilhos.

  1. Leões assassinos

Em 1898, durante a construção da ferrovia que ligaria o Quênia à Uganda, muitos dos trabalhadores começaram a desaparecer ou tinham seus corpos encontrados pelos colegas. Ele estavam construindo uma ponte sobre o rio Tsavo e terminar a obra parecia impossível.

Durante 9 meses da construção da ponte, o engenheiro inglês responsável pela obra, John Henry Patterson teve inimigos ferozes: dois leões que atacavam, matavam e devoravam seus funcionários.

Não importa o quanto eles tentavam proteger o acampamento, as feras entravam, colocavam o terror e chegavam até mesmo a expulsar os trabalhadores do rio.

O engenheiro decidiu acabar com a carnificina e armou emboscadas até conseguir atirar em um dos leões. Ele não morreu e voltou durante a noite, sendo alvejado mais uma vez por Patterson, até que foi encontrado morto no dia seguinte.

O segundo leão continuou a fazer vítimas sozinho até ser atingido pelo chefe da obra com 11 tiros. Estima-se que os leões tenham feito em torno de 135 vítimas.

O primeiro leão, morto por John Henry Patterson. (Divulgação)

O mais bizarro é que humanos não fazem parte da dieta dos felinos e além de matarem e devorarem suas vítimas, os leões, metodicamente, deixavam a cabeça das vítimas intactas. Por isso, chegaram a conclusão de que não era leões, mas animais demoníacos.

A história intrigante acabou virando filme “A Sombra e a Escuridão”, com Michael Douglas e Val Kimer, baseado no livro escrito por John Henry Patterson: The Man-Eaters of Tsavo.

Se liga no trailer do filme, de 1996:

E de onde saíram essas, existem muitas outras histórias de terror da vida real. Se você conhece alguma, conta pra gente nos comentários.

Feliz Dia das Bruxas e cuidado com seu pé descoberto durante a noite.

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