Se você é do tipo que curte um mistério, um pouco de bizarrice, cenas de morte macabra e ficar com medo de ir no banheiro a noite, este post tem dicas pra você. Nosso mestre pimenteiro Chincho Cabrón, como todos sabem, é um cara meio atípico, diferentão e tem uma cabeça maluca, de onde saem ideias insanas, como o Porco Moiado, o Papai Noel Morreu e a Faca Campeira – Livrai da Lâmina do Juízo Final. Por isso, não basta apenas ser um filme de terror, tem que trazer reflexão, mexer com a mente e sabemos que vocês gostam de qualidade, né cabróns?

Acontece que por esses dias o Chincho tava de bobeira no Velho Oeste e decidiu maratonar e buscar inspiração em alguns filmes sanguinários que são fáceis de encontrar online. E isso resultou nessa lista de 3 filmes de terror pra você arrepiar em casa, mas também botar a caxola pra se exercitar. Mas olha lá, hein, não vale chamar a mãe, fazer xixi na cama, nem ler as críticas antes pra entender tudo. Se quiser, vale chamar os amigos, mas tem que ver até o final!

  1. Hereditário (2018)

Esse filme do ano passado vem renovar o terror sobrenatural, com muitos elementos visuais diferenciados e longe dos clichês como monstros que pulam na tela e aquelas músicas de suspense que vão aumentando e te dão o maior susto. Nessa história do roteirista e diretor novato Ari Aster e do mesmo produtor de “A Bruxa”, a trama gira em torno da família Graham e começa quando a vovó morre. Sua filha Annie, vivida por Toni Collette, se dá conta que alguns transtornos psicológicos graves e paranormais vêm atingindo sua família há gerações, principalmente quando a filha adolescente Charlie começa a demonstrar os mesmos problemas.

E é aí que começam a acontecer mortes e coisas bizarras que desenrolam a trama. O filme é bastante sensorial, metafórico e reflexivo, deixando a cargo de quem assiste algumas conclusões. Por isso, se você gosta dos clichês do terror, este filme não é pra você. O fato de Annie ser uma artista que constrói miniaturas enriquece ainda mais o filme, uma vez que as cenas são recriadas nessa esfera, com um ar de sinceridade, terapia e muita perturbação. Assista o trailer aqui.

  1. Nós (2019)

Do vencedor do Oscar por Melhor Roteiro Original com Get Out (Corra!), Jordan Peele e estrelado pela também premiada Lupita Nyong’o, o filme “Nós” conta a história de uma família que foi viajar para sua casa de praia na Califórnia, quando, de repente, começa a ser perseguida por sósias deles mesmos. Em suas versões más, eles têm os mesmos pensamentos e ações, o que dificulta fugir do grupo macabro que tenta matá-los a todo custo com tesouras enormes.

A trama aos poucos revela o porquê deles serem escolhidos para o ataque, mas não vamos contar pra não dar spoilers. O que podemos garantir é que talvez você fique com medo de se olhar no espelho por algum tempo…

Por trás de toda a trama e suspense, ainda há criticas ao capitalismo e aos disfarces exigidos pela sociedade, já que cada personagem enfrenta seu próprio “eu” do lado oposto.

No mais, parece um horror sem necessidade de análises profundas para entender a trama e a tensão por meio da trilha sonora nem exige somente cenas à noite pra construir o terror, já que o cenário é a praia. Se quiser ver o trailer, clicaê. 

  1. Corrente do Mal (2014)

Olhando de longe, parece uma viagem bizarra o enredo desse filme, porque ele fala sobre uma força maligna que é sexualmente transmissível. A personagem Jay, vivida por Maika Monroe acaba “contraindo” essa maldição após perder a virgindade e passa a ser perseguida por essa força que, para matá-la, pode assumir a forma de qualquer outra pessoa. Quando ela tem outras relações, passa o problema adiante, porém cada vez que a vítima acaba morrendo, volta para ela.

É uma metáfora nada sutil das DST, mas vai além por explorar as crenças que temos sobre sexo. Ela deve transar com quem ama? Com quem odeia e quer passar a “doença”?  Ou simplesmente com qualquer um?

Os jovens do filme também são praticamente abandonados, quase sem presença de adultos e com uma vida totalmente “fracassada”, questionando diversos valores da classe média. As imagens, enquadramentos, composições e trilha sonora também foram muito bem avaliadas pela crítica, trazendo sutilmente muitas mensagens.

A maior parte do filme se caracteriza pela paranoia, já que a personagem nunca sabe quando será atacada. Alguma semelhança com a vida real nas grandes cidades? Você pode ver o trailer neste link.

Se você tem mais sugestões, conta pra gente nos comentários. Quando assistir, manda suas teorias pra nós, o Chincho vai gostar de saber!

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