Ketchup, catchup, kékichupi… chame como quiser, mas o que ninguém pode negar é que essa espécie de molho de tomate ácido vai bem com tudo! Na pizza, no hambúrguer, pão de queijo, batata frita, coxinha, kibe e tem quem coma até na feijoada e no sorvete. Tem gente que manja das gororobas, né?

E foi por esse condimento ser tão amado pelos brasileiros que nós decidimos lançar o Ketchupinho Caipira Original, nosso primeiro da linha sem pimenta, que, com uma textura rústica e acidez equilibrada é um coringa no dia a dia e vai até no arrôi da véia. Prova, que é sem erro!

Maaaas, vendo o sucesso que ele fez por aqui, ficamos nos perguntando: De que planeta saiu esse tar de ketchup?

A receita como a gente conhece hoje, que mistura doce, salgado, ácido e com base de tomate surgiu no século 19, mas muito antes disso em 544 A.C foi feito o primeiro registro da receita, que tinha como base tripas de peixe fermentado. Reza a lenda que o imperador chinês Wu-ti estava perseguindo uns inimigos quando encontrou um poço cheio de entranhas de peixe e sujeira, de onde exalava um aroma deliciosamente potente.

Corajoso, o imperador decidiu experimentar e adorou o sabor, batizando a iguaria de Chu I. Com o tempo o nome foi sofrendo adaptações e evoluiu para kôe-chiap ou kê-chiap. A delícia foi se espalhando para a Indonésia, onde muitos séculos depois, em 1690, marinheiros britânicos o conheceram como kecap ou kechap e levaram para as Índias Orientais.  Na mesma época, os ingleses conheceram o peixe fermentado na Malásia e passaram a preparar uma receita adaptada usando cogumelos, ostras, pepino, nozes e anchovas fermentadas.

Aliás, para os cabróns cultos, o ketchup de nozes era um dos favoritos da autora de Orgulho e Preconceito, segundo o livro A Jane Austen Household Book.

 Com o tempo, o ketchup de anchova foi se popularizando e, por volta de 1742, algumas receitas adicionaram ainda cerveja, noz moscada, cravos-da-índia, pimenta, gengibre e chalotas. Com a dificuldade em se obter anchovas, as bases começaram a ser de nozes e cogumelos, até que, em 1800 os tomates chegaram às cozinhas inglesas, e um cara chamado Alexander Hunter registrou a primeira versão com molho de tomate.

A receita, que foi publicada por ele em um livro, consistia em primeiro assar os tomates, remover a casca e as sementes, adicionar vinagre, pimenta, sal, alho, chalotas e voilà, tava feito. Logo a novidade chegou nos Estados Unidos, quando, em 1830, William Kitchiner publicou o livro Cook’s Oracle com diversas receitas diferentes de ketchup, incluindo nozes, ostras, cogumelos e moluscos. O curioso é que ele já utilizou a grafia da palavra ketchup, mas atribuindo o nome às receitas com cogumelos.

E pra colocar na mesa?

Foi só em 1837 que o empresário Jones Yerkes engarrafou o ketchup como conhecemos hoje para comercialização nos Estados Unidos, mas o produto não era lá muito atraente, sendo vendido em galões. Mesmo assim vários países do mundo acabaram aderindo à compra e venda. Somente anos mais tarde, em 1876 é que Henry J. Heinz conheceu a fórmula mágica e a patenteou para venda no famoso Tomato Catsup (hoje Ketchup), com um recipiente transparente de vidro, gargalo e tampa de rosca, semelhante ao que conhecemos.

Foi nessa época que o ketchup se popularizou e os consumidores se tornaram mais exigentes: saíram os produtos de coloração marrom, avinagrado, finos e aquosos e entraram com tudo os de consistência espessa, avermelhada pelos tomates maduros e ricos em um sabor adocicado.

Resumo pra impressionar a sogra:

No próximo almoço (chato) de domingo com a família do (a) crush, quando você for pedir nosso Ketchupinho para fazer alguma mistura bizarra, disfarce dizendo: você sabia que o ketchup nasceu de um monte de entranha de peixe podre que alguém resolveu experimentar? Temos certeza de que sua sogra vai se impressionar! Se quiser dicas pra agradar ela, tem aqui. Pra apimentar a relação depois de mostrar seus gostos esquisitos, temos dicas também. Vê se não faz feio, rapaz.

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