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Nosso país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza tem uma coisa que quase nenhum outro lugar tem: a diversidade. Com a mistura cultural formada desde o descobrimento, muitas receitas ao redor do mundo se tornaram praticamente nossas, desde a pizza, macarronada, feijuca e até o queijo.

Alguns lugares do mundo são conhecidos como a capital do queijo, como a Espanha, com seu  Queso de Cabrales; Sardenha, com os queijos italianos que vão do pecorino ao Blue Cheese ou a França, com queijos Camembert.

Mas, o que pouca gente sabe é que o Brasil tem uma variedade de queijos que foram premiados no ano passado em um torneio internacional de qualidade de queijo em solo francês, o Mondial du Fromage et des Produits Laitiers.

Nesta copa do mundo de queijos e produtos à base de leite, o Brasil teve 58 medalhas, quatro deles premiados na categoria mais importante, a super ouro.

Os critérios da equipe julgadora envolveram textura, sabor e aparência e o destaque colocou o país na rota de exportação e despertou o interesse de outras regiões do mundo.

Se você é um maluco por queijos (e quem não é?) separamos alguns dos premiados no torneio internacional e seus usos, pra que você conheça essas maravilhas:

Curado Fazenda Santuário do Mergulhão

Feito num braço de dois quilômetros do Rio São Francisco, Silmar de Castro e seu marido Vicente fabricam um canastra tradicional delicado, úmido, amarelo suave, feito com leite cru de qualidade. Ele vai bem com café, goiabada, geleia picante (que tal um sweet chilli?) e doces cremosos.

Este ganhou um super ouro com um queijo maturado por três a quatro meses, e a prata, para um com quatro a cinco meses de maturação.

 Névoa das Vertentes do Rancho das Vertentes

O primeiro queijo de cabra brasileiro com uma premiação em um concurso internacional, levando um ouro.

Produzido em Barbacena (MG), este é um queijo fresco inspirado no Crottin francês com um moderado e aromático sabor de leveduras e uma textura fina e úmida coberto com carvão vegetal e mofos brancos. Quando matura, o queijo adquire uma casca esbranquiçada, ligeiramente rugosa, com uns leves indícios de bolores brancos e pretos.

Harmoniza muito bem com espumantes e vinhos brancos, castanhas em geral, mel, frutas secas e geleias como a de maracujá são igualmente bons companheiros desses queijos.

Queijo do Ivair Rótulo Black Reserva

Como sugere o próprio nome, o queijo do Ivair José de Oliveira e sua mulher, Lúcia, são semelhantes ao Brie Francês. Eles são os principais especialistas na fabricação do queijo “mofado”.

O Rótulo Black, premiado com o super ouro, é feito com leite cru retirado à tarde, mais gorduroso, e maturado por 25 dias em média. A produção é limitada em 12 peças por dia.

Ele combina muito com vinhos brancos encorpados, tintos de média estrutura e cervejas IPA. Você também pode usar em receitas com carne e no contraste com alguns doces.

O casal ainda tem uma medalha de bronze com o Rótulo Verde, feito com leite colhido de manhã e 35 dias de maturação. Você pode utilizá-lo em compotas, geleias, café e até numa omelete.

 

Canastra Queijaria Vale da Gurita

Do arquiteto e empresário Arnaldo Adams Ribeiro Pinto, em Delfinópolis no coração da Canastra, este queijo é macio, pouco ácido, levemente picante e muito versátil.

Vai bem com goiabada, compotas, carnes e geleias tradicionais ou temperadas. Também harmoniza com café, cervejas pilsen e vinho branco com acidez presente. Bem curado, você pode substituir pelo parmesão.

 

Queijo Cuesta 8 meses da Pardinho Artesanal

Elaborado artesanalmente a partir do leite cru de vacas da raça Gir, criadas no pasto da Fazenda Sant’Anna em Pardinho (SP), este também levou um super ouro no ano passado.

Elaborados em antigos tachos de cobre, em seguida os queijos passam por um processo de maturação de 8 meses sobre prateleiras de madeira, em caves subterrâneas, que garantem estabilidade de temperatura e umidade, condições ideais a todo o processo de afinagem. Durante sua maturação nas caves o queijo entra em contato com um fungo especial, responsável principalmente por seu visual rústico, que contrasta com o seu sabor suave, cremoso, adocicado, com notas amendoadas.

Pode-se comer a casca, de sabor levemente amargo.

Acompanha bem vinhos brancos com boa acidez, de preferência minerais. No prato, faz boa companhia a compotas, geleias e mel. E substitui com maestria os queijos italianos na massa à carbonara.

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