Quem já não assistiu a um bom filme de faroeste e ficou se imaginando vagando por uma daquelas cidades-fantasma, perdida sob a aridez do deserto norte-americano? Pois essa aventura de caubói e bandido é possível em alguns roteiros pelo estado de Nevada! Diversas comunidades na região, que cresceram embaladas pelo sonho da riqueza pela mineração e acabaram sendo abandonadas, agora abrem as portas de seus saloons para os turistas que não apenas desejam viver alguns dias de caubói, mas também conhecer mais das verdadeiras histórias do auge da corrida do ouro no século 19 e início do século 20.

Os nomes de várias dessas cidades remetem à prata e ao ouro — Silver Peak, Goldfield e Gold Point, por exemplo —, deixando bem claras as aspirações e sonhos dos mineradores daquela época. Muitos desses lugares se desenvolveram bem, antes das minas serem desativadas. Em outros locais, as escavações escassas foram frustrando investidores, que terminaram abandonando o local pela fama de malditas que as vilas levavam. Vamos conhecer alguns desses vilarejos!

Goldfield

A febre do ouro começou por lá em 1902 e, em apenas cinco anos, o local chegou a ter cerca de 20 mil habitantes. Em 1904, com uma produção de 10 mil dólares por dia em ouro, a cidade já era a maior do estado de Nevada.

Mas em 1910, a produção começou a cair e, apenas três anos depois, uma enchente destruiu grande parte da cidade. Em 1923 outra catástrofe: um incêndio queimou o resto do local. Com o passar do tempo, as pessoas se afastaram. Mesmo com uma vida curta, Goldfield foi uma das áreas no estado de Nevada que mais deu certo.

Apesar da grande destruição causada pelo tempo, inundações e incêndios, as ruas do local ainda mantêm o ar do velho lugar. Há o majestoso Hotel Goldfield e, em frente ao Tribunal do Condado de Esmeralda, a praça pública continua na ativa e esbanjando charme.

Belmont

O local produziu cerca de 15 milhões de dólares em prata e ouro, entre 1865 e 1890, e chegou até a ser sede do Condado de Nye. Porém, a cidade entrou em forte decadência e processo de abandono quando o minério se tornou escasso. Mesmo assim, até hoje, os visitantes ainda têm muito para ver na velha Belmont.

A rua principal, que hoje já está até asfaltada, se encontra cercada por antigas vitrines e indícios do que um dia foi a capital dos bons negócios. De um lado, se vê a fachada de tijolos, de onde muito provavelmente funcionava um banco. E do outro, ruínas do ilustre salão cosmopolita. A principal parte da cidade são as belas ruínas do sítio abandonado: grandes paredes de tijolo vermelho e as imponentes chaminés do que restou do Monitor Mill.

Groveland

Nada como um verdadeiro saloon para você se sentir realmente no velho oeste! Apesar de não ter se tornado uma cidade-fantasma, a pequena cidade californiana de Groveland também merece nossa atenção. Com apenas sete mil habitantes, ela consegue atrair turistas de todos os lugares do mundo em busca da sensação que é poder estar em um verdadeiro filme de faroeste.

É em Groveland que se encontra o saloon mais antigo ainda em funcionamento na Califórnia, o Iron Door Saloon. Ele existe desde 1896 — antes disso, entre 1863 e 1880, o estabelecimento foi a agência de correio da cidade.

Seu nome foi dado em homenagem a suas portas reforçadas, que vieram de navio da Inglaterra como forma de prevenir o bar contra incêndios, muito comuns na região. Buracos de balas nas paredes, fotos da região e dos antigos donos, artefatos usados nas minas de ouro e nas fazendas daquela região mantêm vivo o ambiente.

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